Dois lados, pense um pouco.
Ao preocupar-se com estilo é sempre esquisito
que o conteúdo te mova.
Sem voltar, reescolha. Até parece. Liga o farol.
Nada externo me fez vergonha nada me faz mandar ver o que eu já sinto o que já mando já é amado e mandado. Não te fará resolver-se com aquilo que não vê resolvido a menos que esteja disposta a latejar a imagem nuclear de uma resposta. Mêh, ovelha. Desde sempre, desde que te olhei e minhas olheiras buscaram teu cansaço, desde que soube da verdade em tuas beliscadas, da razão, eu Got over it. Eu soube que em cima de um banco você saboreou um doce de ovo pensando em confirmar o laço de sua filosofia para com a minha... Deve ter sido junto, justo no dia em que te busquei forte em pensamento em baixo de uma árvore antiga, lógico depois do susto da vagem ter caído à minha direita no asfalto do altíssimo aos meus pés! Não sei nomes de árvores nem de madeiras nem de ruas. Não sou tão madura. Tava com saudade. Gelo. Jóias. Toque. Corte. Minha bunda foi esquecida debaixo da seda. A celulite não me incomodava, era do Âmbito Privado transformar açúcar em hipocrisia. Minha amargura linda, caldo apimentado só meu que eu devorava. Falava tudo a todos, oficialmente. Confirmava meus problemas. Oficiais. Médicos documentaram. Checava: Sempre é aquilo mesmo. Sem dúvida, científico.
domingo, 27 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Abacaxi
Eu sinceramente não sei, devo dizer? Não sei pra quem falo e nem por quem desanimo. Não seio que faço quando já não te ouço em silêncio. Não sei que traços que reconheço em teu jeito. Não sei se você entende o que falo direito. Mas aqui estou. Talvez, num movimento de mergulho eu te sabote e talvez saiba... Num bote. Num rio. Não ria. É duro. Não flui.
Mas é comum confundir comunicação sincera com cegueira, veja só, dá pra ver ou tá embaçado? Cegueira sincera.
Você me olha, me molha. Me esfrega. Me escolhe roupas, nomes, gostos, me encolhe. Nos entretemos comendo abacaxi morno com faca com fome, morremos de gozo pelo abacaxi em todo esplendor jovial da nossa capacidade absortiva, passa um tempo cada um vai fazer seu xixi e, não sei...
Parece que estou sempre indignada. Sem reação, só terrada neste mundo, sendo um pára-raio. Que não quero te cavalgar. Que por fora te vejo tão rápido, por dentro tão devagar, o seu centro parado e você cheio de braços e danças, que me enche a paciência a sua intimidação. Que o seu medo, o seu medo é mais bonito que sua intenção. É mais macio. É mais sincero. É mais ousado e até mais esperto.
Mas é comum confundir comunicação sincera com cegueira, veja só, dá pra ver ou tá embaçado? Cegueira sincera.
Você me olha, me molha. Me esfrega. Me escolhe roupas, nomes, gostos, me encolhe. Nos entretemos comendo abacaxi morno com faca com fome, morremos de gozo pelo abacaxi em todo esplendor jovial da nossa capacidade absortiva, passa um tempo cada um vai fazer seu xixi e, não sei...
Parece que estou sempre indignada. Sem reação, só terrada neste mundo, sendo um pára-raio. Que não quero te cavalgar. Que por fora te vejo tão rápido, por dentro tão devagar, o seu centro parado e você cheio de braços e danças, que me enche a paciência a sua intimidação. Que o seu medo, o seu medo é mais bonito que sua intenção. É mais macio. É mais sincero. É mais ousado e até mais esperto.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Frondosa Rotina
Linha crespa que separa montanha e céu sou eu!
Pela pele assoprada pela brisa da cortina me ensina...
Chove sei e sou no outro lado do morro onde lavo e não alvejo.
Onde sisyphus é feliz e tudo se encaminha...
Onde a cama em que deito é no chão de uma casinha.
Brinco com todo tipo de medo pois não sou sua nem sou minha onde a guerra fugiu sozinha.
A preguiça considero atributo dos sábios
Pragmatismo rejuvenesce americanizados
Franceses amam a la cotidiana
Medito que nem indiana e você não me engana...
Frondosa rotina. Deixo tudo em aberto. Amarro laços quando dá.
Pela pele assoprada pela brisa da cortina me ensina...
Chove sei e sou no outro lado do morro onde lavo e não alvejo.
Onde sisyphus é feliz e tudo se encaminha...
Onde a cama em que deito é no chão de uma casinha.
Brinco com todo tipo de medo pois não sou sua nem sou minha onde a guerra fugiu sozinha.
A preguiça considero atributo dos sábios
Pragmatismo rejuvenesce americanizados
Franceses amam a la cotidiana
Medito que nem indiana e você não me engana...
Frondosa rotina. Deixo tudo em aberto. Amarro laços quando dá.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Mas amo a vida como se fosse uma.
Vadia lua cheia noite estrelada amo a vida como se fosse uma. Vida boa light sem sentido sem busca ou procura, sem nada de mais nada de menos, sem tença. Amo o vício, o vício do luto o lutar o luto o lutar que deixa a cada minuto o último amor, pro recomeço, o preço re-conheço, gosto de sustentar a flexibilidade em equilíbrio porque gosto de tudo, de foto, de vídeo, de normas e novidades,
de contas de emoções, da justiça que tarda mas não falha... Me pergunto onde estão as obras das pessoas que apenas criticam e xingam e pensam que pensam que, te pergunto onde estão as obras das pessoas que fingem que elegância é silêncio mórbido. Me pergunto onde estão as pessoas que criam coisas vivas bonitas que não usam texto apenas apenas apenas apenas... Sou forte nesse sentido e em vários e rebelde e adolescente não, nem do contra, mas incandescente e indecente rola, hormônio poético o tempo todo, e a definição nunca é definitiva rola sangue rola lágrima e vida rola... Eu rolo tu rola? Rola tu? Rola vício de paz pacífico mas sem aquela. Rola aquela coisa de curioso de fontes referências contextos rola um desejo de mapear de onde venho. Pra onde aponto? Me refiro ao mundo. Me refiro ao mundo. Rola. Rola vida. Rola excelência, vontade de ser melhor, mas aí vem às vezes o questionamento do progresso, existe mesmo? Não. Não ou sim? Existe um início mesmo e um fim? Rola vida Rola vida Rola vida Rola, vida Rola vida Rola rola vida? Fiquei obssessiva e desobedeci. Fiquei chata como se não tivesse tempo. Fiquei com pressa fiquei arrítmica descompassada. Fiquei emocionada. Fiquei sólida prum lado estranho. Virei gelo virei sexo mal dado. Fiquei com essas manias dos cariocas dos bairristas dos sei lá. Dos que usam tal sistema imaginário, mas que sofrem por dentro e por entre as marcações do espaço um caos um caos demoníaco até de dar inveja porque é pura potência. Fiquei por dentro. Fiquei curvada e atônita, não sei explicar, era tudo tão nada quando começou! Tudo nada e depois era tudo ou nada e agora é... É e É e É.
Gosto do cru. Sabe o cru, crudivorismo? Cenoura, pegou comeu. Tomate cebola. A minha filha come cebola que nem macã. Maçã de branca de neve já era pra ela, ela não passa por isso hoje em dia não, agora é Shrek. Não sei se precisa mesmo exigir de mim toda essa conecção, toda essa linkagem. Que voz que você tem em mim, você me faz querer amar de um ângulo jamais amargo. Eu ligo demais pra tudo que faz, é fogo, é água e é a batalha entre terra e mar, terra e árvore. Minhas obsessões, minhas opiniões fortes, inconvenientes, do contrário...
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não-Não
Preciso de alguém, saudade de alguém.
Coitada é de mim não-não preciso de mim. SOnha.
Acorda vive sofre, mastiga a contracena. Liga-se.
Encarna mas não entra em cena, diz muito sei lá. Diz muito poético, na postura. Diz toda hora simplicidade na postura. Diz tudo ao contrário porém, vê ao avesso, ouve arbitrário. Conecta arbitrário. Desentende e desola... Diz não, não e não, gente, o tempo todo muda. Dali pra fora dali sustenta seu sono leve. Servil, teimosa. Prefere a sentença à semelhança, a partida à incompatibilidade, amassa ameaça esmiúça à saudade. Toda simétrica.
Prolífica e anti-patética.
Toda profética-enigmática e estática.
Cheia de Autos e Baixos.
Preciso de alguém, saudade de alguém não-não é de mim.
Coitada é de mim não-não preciso de mim. SOnha.
Acorda vive sofre, mastiga a contracena. Liga-se.
Encarna mas não entra em cena, diz muito sei lá. Diz muito poético, na postura. Diz toda hora simplicidade na postura. Diz tudo ao contrário porém, vê ao avesso, ouve arbitrário. Conecta arbitrário. Desentende e desola... Diz não, não e não, gente, o tempo todo muda. Dali pra fora dali sustenta seu sono leve. Servil, teimosa. Prefere a sentença à semelhança, a partida à incompatibilidade, amassa ameaça esmiúça à saudade. Toda simétrica.
Prolífica e anti-patética.
Toda profética-enigmática e estática.
Cheia de Autos e Baixos.
Preciso de alguém, saudade de alguém não-não é de mim.
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