Sem cortes conscientes, apenas de acúmulo e desacúmulo, vive-se? Vive-se de observar o correr da troposfera, encaixando o estado das núvens no estado dos ânimos, sacando os vacilos- se já andavam acontecendo, se são parte do ciclo, se são meus, se são vacilo - tava tranquilamente desligada, imersa em empatia ...Vive-se de acidentes oportunos, entre rituais diários, ou sou eu, fiel ao eu, com fé no eu, que me surpreendo com a capacidade intencional de sacar, praticando um auto-questionário sabotador que decorar não fez esquecer, porque é necessário entender a frustração primeiro sem por quês. Dúvidas rígidas que estruturam um conforto morto: Até certo ponto estive traçando um plano B. Estive causando imprevistos. Estive sufocada num ideal de espontaneidade, um que não curto e que não preciso- presa na idéia de outro: outro ser, outra idéia. Estive. Mas porque saquei a expressão na pausa, pausei...E na pausa, há eixo, não cortes. Vivo bastante de estatística e minha visão vai e volta dos cacos de experiências inocentes à média. Vivo considerando hipóteses e ângulos. Vivo me defendendo por trás das defesas que faço, um traço ali, uma fronteira acolá. Vivo assim sem culpa porque isso em si já é suficientemente fluido.
Procuro paz e Fascínio. Enterrar os dedos na terra do mistério, minuciosamente, seguramente. Não quero a euforia que soterra, mas a vivência imparcial, provar do pedaço que contem o todo. Quero a experiência nuclear - Diminuição do ruído interno que clareia a percepção. Não quero mais nada, não... Que o brilho seja emanado pelas partículas como são, que os estalos e estados venham e vão, que chame a dicotomia "presença-ausência" de tempo, nada mais...É só o tempo, brincar de tempo, de viagem no tempo. Minhas memórias de infância estão ainda sendo registradas. Meu corpo morre e ressuscita um pouco diferente. Sou tudo se sou um pedaço. Sou absolutamente relativa.
Sonho Falado
Poesia
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Verdades
Tá garantido o flerte entre farsa e verdade entre vírus e imunidade. entre nós o que se condena vira vacina, viramos a esquina, virou amizade: essa coisa que chamo de amor sereno Que é amor eterno, equilíbrio entre razão e paixão, luta-livre entre ruptura e comunhão. Um hino a gente, Há verdades que não aguento sozinha....
quinta-feira, 20 de março de 2014
Deixa Baixinho
Não sei da paixão quando vi que era célula e biologizei elogios.
Nem da depressão desde que pude dizê-la em nítidos meio fios.
Breu meu Romeu, é filme que corre...
Coisa que me faz, faz-se
Facultativa a vida.
Como um escândalo é relativo, nisso lido com sumiços
Faz de contas e realidade, joios com trigo e bicho, dentro da escala de dó é vício.
Para belas posições é necessário Olhos. Ouvido. Ponto.
Nem da depressão desde que pude dizê-la em nítidos meio fios.
Breu meu Romeu, é filme que corre...
Coisa que me faz, faz-se
Facultativa a vida.
Como um escândalo é relativo, nisso lido com sumiços
Faz de contas e realidade, joios com trigo e bicho, dentro da escala de dó é vício.
Para belas posições é necessário Olhos. Ouvido. Ponto.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Esguia
Bom dia. Gostaria de te falar a respeito. Paria. Começava. E olhava para um futuro distante. Onde não havia manias de futuros distantes. Onde lima era tudo lima-nada. Onde os sentidos, eram sentidos por vias esguias. Om. De fininho, Bom dia. Neste dia o infinito se curvará a meu pé, e com todo orgulho o pegarei em meus braços. E com todo carinho impossível. E com toda busca. Que nada te ofusca... Que teu brilho é vazio, e esguio, teu plantio, para o céu. que não há, hierarquia, consolidação da magia, pisa no chão deixa refletir passagens pelas juntas da bacia, na bicicleta balança tua coxa a lança a alma dança. Deixa o exagero. Como é bom o exagero. Quando é bom o exagero. Como é funil. O teu riso explosivo é vivo! Do infinito um risco de impulso vocal. Vocação. Não é sim? Por isso Tem que dizer não. Esguia. Trate na base da água fria aquele que não é via. Não via. Que seus poros se contraiam para que caia em si suas atitudes. Senão vaza, é degradante. Desconfortável hábito inócuo do teste ê peste! Protesta, mas não se mexe. Bundinha.
sábado, 15 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Proposta Eventual
Coleta do correspondido:
Caracteriza-se o forro do teto do mundo.
De lama
Do curral
À porta um nome.
Deusa
da onda do curto
Circuito.
Circunstância...
Será tudo fortuito.
Gotas de orvalho, baralho,
Gorro de lã ao contrário,
Intuito.
domingo, 9 de março de 2014
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